DESPEJO EXTRAJUDICIAL DO INQUILINO INADIMPLENTE

31/05/24 – Avança na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 3999/20 do Deputado Hugo Leal (PSDRJ), que recebeu parecer favorável e impõe uma significativa mudança no mercado imobiliário de locação, que facilita o despejo extrajudicial do inquilino inadimplente, num processo híbrido (extrajudicial - 1ª fase - e judicial - 2ª fase -).
O projeto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, e prevê um novo rito para a desocupação do imóvel, sem a necessidade de uma ordem judicial de primeira instância.
O novo rito para o despejo extrajudicial do inquilino inadimplente é o seguinte:
1) NOTIFICAÇÃO DO LOCATÁRIO: O locador deverá solicitar ao cartório a notificação do locatário para desocupar o imóvel ou quitar a dívida no prazo de 15 dias corridos, sob pena de desocupação forçada.
2) DOCUMENTOS NECESSÁRIOS: A notificação deve ser acompanhada de alguns documentos, como a planilha detalhada dos débitos em atraso e etc.
3) FORMA DE NOTIFICAÇÃO: A notificação será preferencialmente realizada por meio eletrônico, mas também pode ser feita de forma presencial.
4) DESOCUPAÇÃO VOLUNTÁRIA: Caso o locatário desocupe o imóvel ou quite a dívida no prazo estabelecido, o cartório entregará as chaves ao locador e o processo se encerra.
5) DESPEJO COMPULSÓRIO: Se o locatário não desocupar o imóvel ou não pagar a dívida no prazo de 15 dias, o locador poderá solicitar na Justiça o despejo compulsório.
6) ORDEM DE DESOCUPAÇÃO: A ordem de desocupação será concedida em caráter liminar, com prazo de cumprimento de 15 dias, independentemente do tipo de garantia prevista no contrato de aluguel.

Benefícios do despejo extrajudicial

Agilidade: O novo rito visa reduzir o tempo necessário para a resolução de casos de inadimplência, diminuindo a carga de processos sobre o Judiciário.
Eficiência: O processo extrajudicial deve ser mais eficiente e menos custoso para ambas as partes, locador e locatário.
Segurança jurídica: O projeto busca garantir maior segurança jurídica para os contratos de aluguel, estabelecendo um rito claro e célere para a resolução de conflitos.

Histórico da suspensão de despejos durante a pandemia

É importante lembrar que, por decisão do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF), as ações de despejo foram suspensas durante a pandemia de Covid-19, em resposta a um partido político. As ações foram retomadas gradativamente após o fim da pandemia.

O que ainda precisa acontecer

O Projeto de Lei 3999/20 ainda precisa ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) e pelo plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovado em todas as etapas, o projeto seguirá para o Senado Federal para análise e votação final.

Impacto do projeto no mercado imobiliário

A aprovação do projeto de lei deve ter um impacto positivo e significativo no mercado imobiliário da locação, facilitando o processo de despejo de inquilinos inadimplentes e contribuindo para a segurança jurídica das relações entre locadores e locatários.
O projeto de lei ainda em tramitação, pode sofrer alterações até sua aprovação final.
É importante consultar um advogado especialista em Direito Imobiliário (https://leaoferreira.adv.br/) para ficar bem informado sobre o projeto, especialmente sobre os direitos e deveres do locador e do locatário.

Leão Ferreira Advogados
Adv. Aldo Leão Ferreira Filho

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